segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Autoconfiança, você precisa encontrar a sua




O quanto você confia em si mesmo?
Quantas situações, trabalhos, pessoas, você não deixou passar simplesmente por não confiar mais em si? Autoconfiança é importante para todas as pessoas, em todas as áreas da vida, é uma questão de sobrevivência. A premissa básica é que ninguém consegue transmitir confiança se não confia em si mesmo, seja na relação afetiva, pessoal, profissional. Por exemplo, como uma pessoa pode vender um produto se não confiar em si mesma? Acredito que o diferencial é acreditar em si mesmo, o que irá se refletir no seu produto e na empresa em que trabalha, o que irá com certeza ser transmitido ao cliente. Como transmitir confiança na relação afetiva, sem conflitos gerados pela insegurança, se não confiar em si mesmo? Enfim, a confiança no outro depende muito da confiança em si.
A insegurança, ou falta de confiança em si mesmo, pode trazer algumas características como medo de amar, da mudança, de cometer erros, da solidão, de assumir compromissos, responsabilidades, entre outros. O inseguro não confia em seu valor pessoal, não acredita em suas habilidades, nem em sua capacidade, o que o impulsiona
 a se apoiar nos outros. Por não confiar em si, acaba por desenvolver a dependência nos filhos, marido, esposa, amigos, colegas de trabalho, etc. Em vez de se unir pelo amor, se une pela insegurança, o que o faz controlar as atitudes, quando não os sentimentos do outro. Controla e vigia em razão das dúvidas que tem sobre si mesmo, criando cobranças, conflitos e muitas dificuldades em seu relacionamento. É como se quisesse uma certeza daquilo que não encontra dentro de si.
A falta de autoconfiança pode se manifestar em sentimentos de incapacidade, impotência, e dúvidas paralisantes sobre si mesmo. Quando questionado, abre mão com muita facilidade de suas opiniões, mesmo quando são boas, deixando de expressar muitas vezes ideias valiosas. Nunca possui certeza suficiente e quer sempre se certificar das coisas e controlar as pessoas. É excessivamente cauteloso e vigilante, desconfia de tudo e de todos, como reflexo de falta de confiança em si mesmo. Quem não confia em si sente muita dificuldade para enfrentar desafios, e cada fracasso, quando acontece, confirma uma sensação de incompetência, trazendo muito sofrimento. São pessoas indecisas, principalmente sob pressão.A insegurança pode chegar a tal ponto de fazer com que a pessoa na ânsia de ser amada, transforma a necessidade natural de amar em uma necessidade patológica, doente, alcançada pela possessividade.

Autoconfiança surge na infância
Mas quando começa a se formar a autoconfiança? Na infância. Pessoas inseguras podem ter tido uma educação autoritária dada pelos pais, que escolhem pelos filhos desde a roupa que vão usar, amigos, profissão, não permitindo que a criança expresse suas próprias opiniões e desejos. Educar, ensinar, colocar limites, todos sabemos que são fatores importantes na educação, mas limitar o desenvolvimento natural do outro, é torná-lo tão inseguro quanto uma educação super protetora. Em razão disso, desde crianças, passam a utilizar uma máscara de “bonzinho” como meio de ser aceito, reconhecido, aprovado, amado, mas dentro de si carregam uma enorme insatisfação interior que pode explodir numa raiva inesperada contra aqueles com quem convivem. O direito de decidir deve ser estimulado desde a infância. Crianças crescem aprendendo que os outros devem decidir por elas, depois quando se tornam adultos inseguros são cobrados que tenham atitudes, opinião. Como lidar com conceitos tão contraditórios?
Já as pessoas que confiam em si mesmas são decididas, sem serem arrogantes ou defensivas, e se mantêm firmes em suas decisões; apresentam-se de maneira segura, têm presença; são capazes de expressar opiniões e se expor; são eficientes, capazes de enfrentar desafios, dominar novos trabalhos e tomar decisões sensatas mesmo sob pressão. Pessoas autoconfiantes exalam carisma e inspiram confiança nos que as rodeiam. A autoconfiança fornece a necessária confiança para assumir principalmente a função de líder.

Excesso de autoconfiança gera problemas 
Mas é preciso ficar atento entre demonstrar que confia em si e realmente confiar. Como também a confiança em excesso pode ser um problema, pois o excesso de autoconfiança pode gerar imprudência e parecer arrogância, que é fruto da ignorância, muitas vezes de si mesmo. Na verdade, pessoas que se mostram muito autoconfiantes, geralmente ocultam um sentimento de inferioridade e insegurança. Muitos buscam refúgio numa atividade intelectual e se colocam, por exemplo, na posição de autoridade, como estratégia emocional para ocultar o sentimento de inferioridade que muitas vezes sentem em seu íntimo.

Autoconfiança e autoestima
A autoconfiança é resultado da autoestima. A autoconfiança é um termo usado para descrever como uma pessoa está segura em suas próprias decisões e ações. Isto pode ser aplicado geralmente às situações ou às tarefas específicas. É ter certeza sobre a capacidade, valores e objetivos.
A autoconfiança nunca é herdada; é aprendida.  A autoestima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma. É ter consciência de seus valores e só quando temos essa consciência é que podemos confiar naquilo que somos capazes. Mas para sabermos do que somos capazes é essencial o autoconhecimento.

Inimigos da autoconfiança
Os maiores inimigos da autoconfiança são: a cobrança interna e externa exagerada, o perfeccionismo, medo, a crítica, rigidez, comparação, inveja, dúvida e também a necessidade de aprovação e reconhecimento, pois tudo isso dificulta a mudança e o desenvolvimento, seja profissional ou pessoal. O pensamento tipo não consigo fazer é incapacitante. A autoconfiança é um atributo importante porque a falta da opinião nas consequências de uma ação cria tensão, que aumenta a probabilidade de fracasso, causando assim uma pessoa depressiva.

Para elevar a autoconfiança é preciso perceber as emoções 
Para elevar a autoconfiança é importante ter percepção emocional, que significa reconhecer as próprias emoções. As pessoas com essa percepção sabem que emoções estão sentindo e por quê; conseguem relacionar seus sentimentos com o que pensam, fazem e dizem; reconhecem como seus sentimentos afetam seu desempenho e aqueles com quem trabalham e convivem; possuem uma percepção de seus valores e objetivos. É igualmente importante fazer uma autoavaliação precisa, ou seja, reconhecer os próprios recursos, capacidades e limitações. São pessoas conscientes de seus pontos fracos, capazes de reflexão, aprendendo com sua experiência e com os erros, sem culpas; e mostram mais abertas e flexíveis ao aprendizado, mudanças e autodesenvolvimento.
Por que a autoconfiança está diretamente relacionada com o autoconhecimento? Você confia em quem não conhece? O mesmo princípio se aplica a cada um de nós. Não podemos confiar em nós mesmos sem nos conhecermos. O autoconhecimento é importante para tudo na vida e requer um constante exercício diário de reflexão. Quem não se conhece não se ama, não muda, não se desenvolve, não cresce. Aquele que não conhece a si mesmo dificilmente terá um bom relacionamento com os outros, causando conflitos ao projetar no outro aquilo que está dentro de si, mas nega.
O caminho mais indicado para elevar o autoconhecimento é o diálogo interno. É isso mesmo, conversar consigo mesmo. As pessoas querem falar, ser (ou serem?) ouvidas, mas não se ouvem. É preciso aprender a ouvir a própria voz, que ora vem do coração, da alma, ou seja, das suas emoções; ora de sua mente, de sua razão. Só quando ouvimos razão e emoção conseguimos atingir o equilíbrio.

Artigo escrito pela Psicóloga Rosemeire Zago

fonte: The Secret

Sexo: pesquisas comprovam que gordinh@s mandam muito bem na hora H



A ciência comprova que quando o assunto é sexo, homens e mulheres acima do peso, em nada deixam a desejar em comparação a pessoas com o peso considerado "ideal". 
Mulheres gordinhas fazem mais sexo, é isso mesmo, muito mais do que as magrinha, diz um estudo publicado por pesquisadores da Universidade do Colorado.
Eles entrevistaram 7 mil mulheres com perguntas sobre seu comportamento sexual e 92% daquelas consideradas acima do peso afirmaram ter uma vida sexual ativa. Enquanto 85% das magras disseram a mesma coisa.
E uma pesquisa da UniversidadeErciyes, na Turquia comprovou que homens que estão acima do peso são menos propensos à ejaculação precoce e tendem a durar quatro vezes mais durante o sexo do que os colegas em forma.
O motivo da diferença, os cientistas sugerem, é que quanto mais cheinho o cara é, maior a presença do hormônio estradiol, tipicamente feminino, em seu corpo. O estradiol mexe com o balanço químico interno do homem e faz com que ele demore mais para “chegar lá”.
“O homem que tem sobrepeso aumenta o volume da região abdominal, e isso contribui para o aumento do estradiol, hormônio encontrado em maior quantidade nas mulheres”, afirma Carla Cecarello. Aqui mesmo, já elencamos os motivos pelos quais alguns homens preferem namorar com as gordinhas.
Os voluntários que tinham índice de massa corporal (IMC) normal aguentavam, em média, 1,8 minutos até ejacular. Já os caras com IMC acima do ideal conseguiam se manter por, em média, 7,3 minutos
Abaixo o preconceito!

Pesquisa diz que gordos são mais felizes em relacionamento

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Segundo o jornal "Daily Mail", um estudo descobriu que pessoas acima do peso são menos propensas a pedir o divórcio do que os magrinhos.

De acordo com o serviço online de divórcio "Mydivorcepapers.com", em casais onde as pessoas são consideradas "em forma" há três vezes mais chances do casamento terminar.
O site descobriu que entre 2.708 casos, 2.054 envolviam pessoas magras, quase 76%. As pessoas com sobrepeso representaram 18,21% dos casos enquanto os acima do peso somente 5%. Esses dados batem com uma outra pesquisa, patrocinada pelo "Diet Chef" que afirma que 60% das pessoas engordam quando estão em um relacionamento feliz.
Outro motivo que leva os casais a engordarem é que as pessoas costumam imitar os hábitos do parceiro --52% das mulheres dizem que comem a mesma quantidade do parceiro-- e diminuem a atividade física: 30% afirmam que a principal atividade em conjunto é assistir à televisão, enquanto 20% dizem sair sempre para jantar.
Isso torna os relacionamentos a maior causa de ganho de peso, superando a alimentação com "junkie food", falta de exercício e festas de fim de ano.

Caminhada 3x por semana = pernas e bumbum firmes e desenhados

Quando o assunto é atividade física, não há nada mais simples do que a caminhada. Nem por isso o exercício fica devendo a quem quer exterminar calorias, firmar o corpo, ganhar fôlego, melhorar o humor e a disposição, desestressar e reforçar a imunidade. Alguns estudos já mostraram que andar rápido pode trazer tantos benefícios quanto a corrida para prevenir pressão alta, diabetes e doenças do coração. Quer mais resultado? Acrescente velocidade ou intercale a caminhada com exercícios localizados, uma tendência nos treinos de cárdio e que trazemos para você aqui, nos planos criados por Alexandre Machado, idealizador da metodologia de treinamento de corrida Dpace. Ritmo confortável (RC): você consegue manter o tempo todo e dá para conversar sem ficar ofegante.

Combo derrete-gordura

Alexandre Machado explica cada um dos métodos que utilizou nos treinos a seguir

Fartlek: você controla a variação de ritmo de acordo com sua condição física. "A tendência é que você passe a treinar com maior intensidade a cada sessão", diz. O método é simples e indicado para quem está iniciando.
Intervalado fixo: você alterna trechos curtos em intensidades diferentes: depois de aumentar a velocidade, recupera o fôlego diminuindo o ritmo ou fazendo exercícios localizados (descanso dinâmico).
Intervalado progressivo: a diferença em relação ao intervalado fixo é que, após a recuperação, o novo trecho forte tem intensidade mais alta do que o anterior.
Contínuo fixo: a mesma intensidade é mantida o tempo todo. Em treinos superiores a 15 minutos, o método é ótimo para desenvolver a resistência.
Ritmo moderado (RM): a respiração fica mais acelerada e você precisa fazer pausas na conversa para retomar o fôlego.
Ritmo forte (RF): você está bem ofegante e não dá para conversar sem parar, apenas dizer frases curtas.
Ritmo muito forte (RMF): é a maior intensidade possível para você e não dá mais para falar, pois toda a energia está concentrada no exercício.
Jogging (JOG): é uma corrida em baixa intensidade, que fica entre os ritmos moderado e forte da caminhada. A diferença é o padrão de movimento: os dois pés ficam fora do solo ao mesmo tempo. É um bom jeito de se iniciar na corrida.

Treino 1 - 30 minutos por dia

Você vai caminhar três vezes por semana, de preferência em dias alternados. Na segunda e na quarta semana, vai intercalar o estímulo aeróbico com séries de afundos e agachamentos. Cada sessão de caminhada gasta 200 calorias (semanas 1 e 2) e 250 (semanas 3 e 4).
Semana 1 - Fartlek
Segunda ou terça - caminhe em RC, aumente a intensidade até RF, permaneça o tempo que conseguir e retorne para RC, voltando a aumentar a intensidade. Repita até completar 30 min.
Quarta ou quinta - caminhe em RM, aumente a intensidade até RF, volte para RC, aumente a intensidade. Repita até completar 30 min.
Sexta ou sábado- caminhe em RC, aumente a intensidade até RF, permaneça o tempo que conseguir e retorne para RC, voltando a aumentar a intensidade. Repita até completar 30 min.
Semana 2 - Intervalado fixo
Segunda ou terça - alterne 2 min de caminhada em RF com 1 min de agachamento (ou 10 repetições), até completar 30 min.
Quarta ou quinta - alterne 4 min de caminhada em RF com 1 min de agachamento (ou 15 repetições), até completar 30 min.
Sexta ou sábado- alterne 9 min de caminhada em RF com 1 min de agachamento (ou 20 repetições), até completar 30 min.
Semana 3 - Fartlek
Segunda ou terça - caminhe em RC, aumente a intensidade até RF e evolua para o JOG. Fique nesse ritmo o tempo que conseguir e diminua para RC. Repita até completar 30 min.
Quarta ou quinta - caminhe em RM, aumente a intensidade até RF e evolua para o JOG. Fique nesse ritmo o tempo que conseguir e diminua para RC. Repita até completar 30 min.
Sexta ou sábado- caminhe em RC, aumente a intensidade até RF e evolua para o JOG. Fique nesse ritmo e tempo que conseguir e diminua para RC. Repita até completar 30 min.
Semana 4 - Intervalado progressivo
Segunda ou terça - alterne 2 min de caminhada (começando em RM e chegando a RMF) com 1 min de agachamento (ou 20 repetições), até completar 30 min.
Quarta ou quinta - alterne 4 min de caminhada (começando em RM e chegando a RMF) com 2 min de agachamento (ou 30 repetições), até completar 30 min.
Sexta ou sábado- alterne 9 min de caminhada (começando em RM e chegando a RMF) com 1 min de agachamento (ou 25 repetições), até completar 30 min.

Treino 2 - 60 minutos por dia

Se tiver mais tempo, sorte sua! Você também vai se exercitar três vezes por semana, em dias alternados, mas vai detonar mais calorias (400 nas semanas 1 e 2 e 500 nas duas últimas), pois o ritmo é mais intenso e mantido por mais tempo. Em um mês, pode exterminar até 6 mil calorias!
Semana 1 - Fartlek + intervalado fixo
Segunda ou terça - 30 min (comece em RC, aumente até RF, fique o tempo que conseguir e volte para RC, aumentando novamente depois) + 30 min (alterne 4 min de caminhada em RMF com 1 min de agachamento - ou 20 repetições).
Quarta ou quinta - 30 min (caminhe em RC, aumente até RF e volte para RC, aumentando novamente depois) + 30 min (alterne 5 min de caminhada em RMF com 1 min de agachamento - ou 20 repetições).
Sexta ou sábado - 30 min (caminhe em RM, aumente até RF e volte para RC, aumentando novamente depois) + 30 min (alterne 2 min de JOG com 1 min de afundo com passada à frente - ou 20 repetições).
Semana 2 - Contínuo fixo + intervalado fixo
Segunda ou terça - caminhe em RM por 20 min. Depois, alterne 3 min de caminhada em RMF com 1 min de afundo com passada à frente (ou 20 repetições) até completar 40 min.
Quarta ou quinta - caminhe em RM por 20 min. Depois, alterne 4 min de caminhada em RMF com 1 min de afundo com passada à frente e mãos na cabeça (ou 20 repetições), até completar 40 min.
Sexta ou sábado - caminhe em RM por 20 min. Depois, alterne 9 min de caminhada em RMF com 1 min de afundo com passada à frente e mãos na cabeça (ou 20 repetições), até completar 40 min.
Semana 3 - Fartlek + contínuo fixo
Segunda ou terça - caminhe em RM por 20 min, aumente até RF e evolua para JOG. Diminua para o RC e repita até completar 40 min. Depois, caminhe em RM por 20 min.
Quarta ou quinta - caminhe em RM por 20 min, aumente o ritmo até RF e evolua para o JOG. Diminua para o RC e repita até completar 30 min. Depois, caminhe entre RM e RF por 30 min.
Sexta ou sábado - caminhe em RF, evolua para JOG e fique o tempo que conseguir. Diminua para RC e repita até completar 40 min. Depois, caminhe 20 min entre RM e RF.
Semana 4 - Contínuo fixo + intervalado fixo
Segunda ou terça - caminhe entre RM e RF por 20 min. Depois, alterne 3 min em RMF com 1 min de afundo com passo à frente e salto (ou 20 repetições) até completar 40 min.
Quarta ou quinta - caminhe entre RM e RF por 20 min. Depois, alterne 4 min em RMF com 1 min de afundo com passada à frente com as mãos na cabeça e salto (ou 20 repetições) até completar 40 min.
Sexta ou sábado - alterne 9 min em RMF com 1 min de afundo com passada à frente com as mãos na cabeça e salto (ou 20 repetições) até completar 40 min. Depois, caminhe 20 min em RF.
fonte: Boa Forma

Mantenha seu cérebro ativo com 21 exercícios práticos


Quem foi que disse que o cérebro não precisa de exercícios para se manter ativo? Se o nosso corpo necessita de malhação para ficar sempre em ordem e cheio de disposição, por que com a mente seria diferente?
 
O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, ou seja, uma ginástica específica para o cérebro.
 
A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestamos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso costumamos esquecer das ações que executamos pouco tempo depois.
 
"O objetivo da neuróbica é estimular os cinco sentidos por meio de exercícios, fazendo com que você preste mais atenção nas suas ações e então, melhore seu poder de concentração e a sua memória", explica a psicóloga especialista em análise comportamental e cognitiva, Mariuza Pregnolato. "Não se trata de acrescentar novas atividades à sua rotina, mas de fazer de forma diferente o que é realizado diariamente".
 
Como funciona a neuróbica?
 
A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam à reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia, mas que mexem com aspectos físicos, emocionais e mentais do nosso corpo.
 
O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social.
 
 
21 dicas para você montar seu treino
 
O desafio da neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria ações automáticas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional, por isso:
 
1-Use o relógio de pulso no braço direito;
 
2-Ande pela casa de trás para frente;
 
3-Vista-se de olhos fechados;
 
4-Estimule o paladar, coma comidas diferentes;
 
5-Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado;
 
6-Veja as horas num espelho;
 
7-Troque o mouse do computador de lado;
 
8-Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda - ou a direita, se for canhoto;
 
9-Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual;
 
10-Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;
 
11-Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora pense 25 adjetivos que ache que a descrevem a imagem ou o tema fotografado;
 
12-Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto ao garçom ou chef;
 
13-Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os;
 
14-Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;
 
15-Experimente jogar qualquer jogo ou praticar qualquer atividade que nunca tenha tentado antes.
 
16-Compre um quebra cabeças e tente encaixar as peças corretas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu;
 
17-Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos;
 
18-Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver;
 
19-Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar;
 
20-Ao ler uma palavra pense em outras cinco que começam com a mesma letra;
 
21-A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma atividade diferente com seu outro lado do corpo e estimule o seu cérebro. Se você é destro, que tal escrever com a outra mão?

fonte: Igospel
 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

"O preconceito é o maior erro da humanidade"



Nelson Baskerville,  Autor do sucesso "Luís Antônio Gabriela", ator e diretor conta como foi revisitar o doloroso passado do irmão travesti e a redenção de dar voz à injustiça. "Não tem um lado certo e um lado errado. As coisas acontecem."

De repente só se falava nisso. "Você já viu 'Luis Antonio Gabriela'?" Sempre num circuito meio alternativo, em temporada não linear, a peça de Nelson Baskerville lotou os teatros - pequenos e grandes - por onde passou. Para quem não viu ficou o livro de mesmo nome lançado pela editora nVersos em setembro de 2012, uma edição caprichada - indicada ao prêmio Jabuti - que de certa forma reproduz o espanto e o desconcerto que o espetáculo provocava nas 300 apresentações que fez nos dois anos e meio em que esteve em cartaz.
“'Luís Antônio' foi um fenômeno da classe artística, dos atores de São Paulo. A partir daÍ a imprensa olhou para a peça, e por fim o público. Não houve quem entrasse na sala e se arrependesse, independente da faixa etária ou orientação sexual”. Assim Nelson Baskerville , 52, explica o fenômeno ' Luís Antônio Gabriela', espetáculo biográfico que ele escreveu e dirigiu, contando uma história muito familiar: a sua. A peça fala da vida do próprio Baskerville, ou melhor, de sua família toda e especificamente de seu irmão Luís Antônio, que viria a se tornar Gabriela. 
Montado pela Cia Mungunza,  foi a segunda parceria do grupo com Baskerville. A primeira, de 2006, começou de forma inusitada. "O pessoal da companhia entrou em contato comigo pelo Orkut, eu gostei do que eles estavam pensando em fazer e topei”, relembra. Foi assim que saiu do forno "Por que a criança cozinha na polenta". 
Em "Luís Antônio Gabriela" o processo foi mais complexo, afinal a história tocava mais fundo os sentimentos do diretor. Nascido em Santos (77 km de São Paulo), Baskerville, o caçula de nove irmãos - seis de seu pai e três de sua madrasta -, enfrentou momentos bem complexos na infância. Para começar, sua mãe morreu no seu parto, deixando o pai com um recém-nascido no último degrau de uma escadinha de seis filhos, cinco biológicos e Luis Antônio, com quem o pai aparecera certo dia anunciando que faria também parte da família. Viúvo, o pai se casou com uma mulher que tinha duas filhas e um filho.
O pai era violento e Luís Antonio, 8 anos mais velho que Nelson, e abusou sexualmente dele até o dia em que, aos 16, foi expulso de casa. Nelson viu tudo acontecer por seus olhos de criança, e foi só quando se debruçou sobre a peça que entendeu algumas questões de sua infância e de sua família. 
"Não tem um lado errado e um lado certo, as coisas acontecem"
“Meu irmão não era doente, meu pai não era um bandido, eles eram humanos, e eu queria passar isso na peça. Tudo foi maior que a questão pessoal", explica. "Quando fui montar a peça não pensei na exposição individual, mas na questão da diversidade sexual, onde se fala muita besteira. Alguém precisa combatê-las. A própria revelação do abuso sexual mostra que não tem um lado errado, ou um lado certo, são coisas que acontecem”, diz Baskerville.
 "Meu irmão não era doente, meu pai não era um bandido, eles eram humanos, e eu queria passar isso na peça"
"Mostrá-lo (o abuso que sofreu) tem uma função, a do público entender mais ou menos um processo, e o que também esse mundo adulto faz com a cabeça de uma criança. É importante mostrar todos os lados. É um mundo cruel que abusa da criança, da inocência alheia. Ninguém sai odiando o Luís Antônio, porque entende essa dicotomia”.
“Botar tudo pra fora foi de uma generosidade maravilhosa, todos nós tínhamos engasgado tudo que nos aconteceu e nenhum tinha voz para falar sobre aquilo. A peça foi um grito pela justiça, para sanar uma grande injustiça, e isso passou por todos os membros da nossa família, foi um dever que a gente tinha com o nosso irmão”, desabafa Baskerville.

Divulgação
Capa do livro Luís Antônio Gabriela
Reencontrando Gabriela
Para retratar os 53 anos de vida do irmão - que a certa altura foi viver na Espanha e passou 20 anos sem se comunicar com a família -, uniram-se às lembranças do próprio ator depoimentos de uma transgênero amiga de Luís Antônio, quando já era Gabriela, da madrastra de Nelson e de sua irmã Maria. É ela inclusive o fio condutor do espetáculo, já que foi Maria quem viajou para a Espanha para ajudar Gabriela no fim da vida, quando já se encontrava fragilizada pela Aids.
Juntando os caquinhos da história, Nelson resgatou a linearidade dos fatos. Luís Antônio se percebeu transgênero na infância, e relatos dão conta de que sua iniciação sexual foi também precoce. Além do irmão mais novo, Luís praticava sexo com vizinhos e colegas de escola. Seu jeito efeminado foi motivo para o pai agredi-lo com frequência, tentativa equivocada de corrigir o filho. Expulso de casa, Luís foi para as ruas se prostituir, e por meio de práticas condenáveis, como injeções de silicone industrial, foi modificando o corpo e mudou seu nome para Gabriela.
Já adulta se mudou para a Europa, onde viveu uma fase de glória - fez sucesso na noite fazendo shows de travesti. Foi apenas ao ouvir rumores de sua morte que Maria descobriu que Gabriela estava viva, mas com dificuldades, e foi então ao seu encontro. Gabriela faleceu em 2006.
"Nos escondemos tanto que as histórias passam a não provocar reação"
Baskerville conta que, mesmo não sendo ativista da causa, mexer com a questão do irmão resvalou no sentido artístico e que o sucesso da empreitada fez com que ela adquirisse um papel social. “Nunca fomos dois sexos, dois gêneros, fomos muito mais", conta ele, reproduzindo um trecho do programa da peça "Lou & Leo", que ele dirigiu e que conta a história do transexual Leo Moreira Sá. "O preconceito é um erro da humanidade e devagar estamos indo na direção do esclarecimento.”
fonte: Ig