segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Os padrões de beleza ao longo do tempo

Na antiguidade clássica, entre os gregos, talvez tenha sido presenciado a primeira tentativa de padronização e idealização da forma humana.  A beleza humana era tema de reflexão de filósofos como Pitágoras, para quem o modelo de beleza ideal deveria seguir um padrão matemático, um corpo perfeitamente simétrico e proporcional, assim como nas "justas regras artesanais" preconizadas por Platão.  Assim, as belas esculturas produzidas pelos artistas helenos tinham como meta a perseguição da beleza idealizada, em nada relacionada com as imperfeições dos corpos do mundo real.

Durante a Idade Média, a nudez tão presente nas representações da antiguidade desapareceu sob as mais duras interpretações religiosas. Sob ótica cristã medieval, o corpo (sobretudo o feminino) estava intimamente ligado às concepções em torno do que seriam as virtudes morais adequadas. Nesse sentido, o próprio conceito de beleza estava atrelado ao plano espiritual, representando a criação divina, portanto sem qualquer autonomia. As imperfeições naturais do corpo eram relacionadas às imperfeições da alma, ligadas ao que seriam os pecados cometidos.

Já no Renascimento, as representações em torno do corpo, especialmente o feminino, têm sua liberdade devolvida. Nesse período também ocorreu um retorno à perseguição às medidas perfeitas do corpo, representada em obras como o Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci. No caso da obra,(...)Da Vinci, seguindo os passos de seu mestre Marcos Vitrúvio, estudou profundamente a anatomia humana, aplicando as medidas e proporções consideradas ideais em suas obras.  No entanto, ao contrário da rigidez existente na antiguidade clássica, os artistas renascentistas somaram às fórmulas e proporções idealizados a própria realidade ao retratarem os corpos, principalmente os femininos.

No século 19, o romantismo proporcionou a construção de um novo padrão estético do corpo humano no mundo das artes, primando pela harmonia e "naturalidade".  As mulheres poderiam ser retratadas com cores pálidas, longos e irrequieto cabelos, e mesmo curvas bem aparentes.  Nesse período, bem ao contrário de hoje, as mulheres "volumosas" eram consideradas saudáveis, principalmente em relação ao seu futuro reprodutivo. 

 ... foi também no século 19 que começaram a se disseminar manuais de medicina que indicavam a necessidade da realização de exercícios físicos como forma de se alcançar um corpo considerado ideal, tendo aí o início da relação entre saúde e elegância.  Já no século seguinte, o corpo volumoso deixou de ser sinônimo de saúde e de boa aparência.  A magreza começava a ser um ideal e, para muitos, verdadeira obsessão, refletida nos filmes que passavam a inundar o mundo a partir de Hollywood. 


Como podemos observar, os padrões de beleza sempre foram impostos de uma certa forma por alguma coisa ou alguém.  Para mim, o mais importante acima de tudo, é a busca do equilíbrio para alcançarmos a nossa felicidade e nosso corpo ideal!!   Amar aquela pessoa que ao acordar vemos no espelho é tudo de bom!!!  E quando nos amamos nos cuidamos mais, escolhemos melhor o que comemos, o que bebemos, o que vestimos (fundamental vestir-se bem) e principalmente as pessoas com que andamos.   Amando a sua imagem no espelho, você passa a querer cuidar dela, cuidar mais da sua saúde, e do movimento do seu corpo.  Quando passamos a nos amar mais, nos respeitamos mais, estabelecemos regras de qualidade para a nossa vida.  


fonte: Revista Escola

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