terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Por que temos que ser perfeitas?


Numa noite de insônia parei para pensar sobre como assumir uma postura de gordinha yeah yeah havia mudando a minha vida. A conclusão: estou fazendo as pazes comigo mesma. Por quê? Se prepara porque o texto é grande!

A primeira constatação que fiz foi de que, ao final de cada dia, fazia a contabilidade das “estrelinhas” que conquistava para o meu diploma de “mulher perfeita”. E o mais cruel disso tudo era de que, inevitavelmente, me sentia frustrada, sempre.
Mas por que nós mulheres fazemos isso conosco, afinal? O que está por trás de tanta autoexigência?
O fato é que ninguém é perfeito. A gente vive escutando (e repetindo) esse clichê, mas na hora de levar essa máxima a sério a coisa muda de figura. Principalmente se você for mulher.
O cabelo tem que estar impecável, mas ele teima em ter pontas duplas… em ser cacheado/liso demais…
A pele tem que ser uma seda, mas sempre surge uma espinha aqui… uma manchinha ali…
Estamos sempre em busca de perder 2 ou 3 quilinhos, queremos nos livrar das celulites e ainda ter curvas, sem abrir mão do corpitcho em dia.
E essa busca insana pela perfeição não vale só para a beleza. No trabalho, com a família, os amigos e no amor, a gente se desdobra para não falhar jamais.
Uma vez, me disseram que eu tinha medo de ser menos admirada e amada se cometesse algum deslize. O pior é que é verdade! E viver assim é muito cansativo e perigoso, não acha?
Depois de sofrer muito, estou aprendendo que o preço pago por pegar pesado assim comigo mesma é alto e pode acabar custando minha felicidade.
Assumir a postura de gordinha yeah yeah tem me ajudado a aceitar o que sou, com as fraquezas e imperfeições que estão dentro de mim. Tem me ensinado também a comemorar cada estrelinha conquistada para o meu diploma – não de “mulher perfeita”, mas sim de mulher real.
Admito que ainda sou muito dura comigo mesma, mas reconheço que já me distanciei alguns passos daquela figura perfeitinha que toda mulher idealiza. Para isso, dedico-me fortemente a um exercício diário: não comparar minhas fraquezas/defeitos com as qualidades alheias, para não me sentir inferior por isso. Também, estou aprendendo a aceitar que a vida alterna fases de crise e de realização e que há coisas que vou conquistar, mas outras que talvez não.
Se sou capaz de amparar e de ser compreensiva com as falhas dos outros, por que não poderia fazer o mesmo por mim mesma? É claro que posso aliviar a angústia de quem mais gosto: eu! Essa postura mais leve com a vida também faz parte do que significa ser uma gordinha yeah yeah!
Por Maira Moraes @maira_morae
fonte: Papo de Gordo

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