quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Bastidores do ensaio de Aline Zattar no Paparazzo

A miss e celebridade plus size Aline Zattar é a primeira gordinha a realizar um ensaio para o site Paparazzo.
Quer ver uma prévia das fotos e trechos da entrevista reveladora da bela?  Dia 20, a gente mostra o ensaio completo.




"Vai fazer dois anos que eu comecei no mundo 'plus' e comecei a me aceitar. Ao mesmo tempo em que fui quebrando barreira para os outros, ouvindo elogios, fui quebrando barreiras para mim mesma", disse Aline.
Para ser fotografada de lingerie e até mesmo fazer poses um pouco mais picantes, a modelo ficou bem à vontade. "Talvez pela maturidade que tenho hoje, me sinto muito bem, sexy e confiante. Hoje me sinto mulher, uma mulher que pode ser desejada".

"Hoje em dia sou mais ousada sabe? Antes nem de camisola curta eu andava pela casa."
Quando o assunto é o que não pode faltar na hora do sexo, Aline é direta: "O homem tem que falar coisas ao pé do ouvido e ser firme na pegada né? Uma pegada no cabelo então faz toda diferença. Além disso, tem que ter preliminar e o beijo não pode faltar, conta bastante. E o que também é muito importante é o homem mostrar que aquele momento é mesmo nosso."

Para apimentar a relação, a modelo gosta de investir em brinquedinhos e lingeries: "Agora com o meu trabalho, como viajo bastante, a saudade não deixa muito cair na rotina, mas mesmo assim sempre tento fazer algo diferente na cama para surpreender. A gente usa gelzinho, gel que esquenta, que esfria, creme, massagem. Meu marido adora uma massagem diferente. Sempre compro uma lingerie nova também, acho importante estar inovando."
fonte: ego

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

‘Indefinius’: projeto fotográfico questiona padrões de beleza

Quem determinou que tal padrão seria belo, e todo o resto feio, rejeitado? O que é belo? O que é feio? O que é o tal padrão de beleza e feiura, que todos somos supostamente obrigados a seguir?

E a resposta é simples. Não existe um padrão. Este nunca foi criado. Não há quem possa dizer que tem o direito de nos ditar regras: de padrões de beleza, estilo ou comportamento. A minha vida, a sua vida, o nosso corpo, o seu cabelo, o meu tom de pele, a altura da minha amiga, ou o peso da sua fazem parte de nós, e são características que nos tornam únicos.
O belo, então, é relativo. O que é belo para mim, pode não ser para você, e vice versa. E isso é um direito de cada um. Mas de forma alguma, e fora de qualquer questão, não há ninguém que possa nos dizer que não somos belos, apenas por não seguir um padrão que, definitivamente, não existe.








quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Sarah Conley, colunista e produtora de moda fala de mercado de moda plus size


Gente, acabei de ler esse artigo na revista americana "Times", da colunista Sarah Conley, e fiquei tão feliz com o que vi que decidi traduzir e postar para vocês. Exatamente o que penso, sem tirar nem por uma vírgula. E acho que o problema no Brasil é muito semelhante, já venho falando isso nos Encontros, Palestras, posts, etc. Agora, valido o meu pensando por um grande veículo internacional.

Um problema com a Moda Plus Size: os clientes não estão comprando

A indústria da moda pode merecer muita culpa, mas se os consumidores querem opções, eles devem pensar antes de abrir suas carteiras

Se o plus size representa US$ 17,5 bilhões da indústria da moda, por que os seus consumidores ainda são marginalizados? A indústria da moda tem bastante culpa nisso e, até certo ponto, ela já é bastante enfatizada. Mas o problema não é só esse. Como blogueira de moda plus size e consultora de marketing de moda, converso todos os dias com as mulheres que estão procurando por mais opções dentro dessa indústria. A variedade limitada obrigou-nos a comprar não discernindo entre utilidade vs estilo e isso é muitas vezes confuso para os poucos varejistas que navegam nesse espaço, orientados pela tendência de consumo. Se você é um dos 100 milhões de consumidores plus size americanos, então digo que o seu próprio comportamento na hora das compras poderia ser mais culpados pela falta de opções do que você pensa.

Naturalmente, o comportamento do consumidor resulta nas decisões varejistas. A visão mais desconcertante da minha carreira foi quando vi um varejista plus size testar os seus consumidores mostrando os mesmos modelos de roupas em diferentes tamanhos, de 40 a 46, cada um voltado a um segmento específico de clientes. O manequim 40 foi o campeão e resultou, em quase todas as vezes, num maior apelo em número de vendas, mas os consumidores, por sua vez, exigiam que as campanhas da marca em mídias sociais usassem uma modelos plus size para estampar esse produto. Este não foi um incidente isolado. Amigos da indústria compartilharam histórias semelhantes que presenciaram sobre diversas outras marcas. E os varejistas vão continuar a criar essas experiências de compras online para aumentar as suas vendas. Por exemplo, as marcas vão pegar aqueles produtos menos vendidos, que empacaram no estoque, e relança-los em uma modelo plus size para ter mais apelo de venda. Assim como a roupa é essencial em nossas vidas, a moda é, antes de tudo, um negócio.

A blogueira plus size Chastity Garner recentemente liderou um movimento pressionando os estilistas para estender o tamanho de suas coleções alegando que até Melissa McCarthy era incapaz de encontrar estilistas dispostos a criar vestidos para suas aparições no tapete vermelho. Embora a percepção da moda, tradicionalmente, tem sido de que as mulheres plus size não são clientes desejáveis, Lane Bryant está agitando a indústria, colaborando com Isabel Toledo, Sophie Theallet e, mais recentemente Lela Rose. Parcerias como estas devem elevar o perfil do plus size na indústria da moda, utilizando uma marca já estabelecida, unindo padrões e silhuetas. O sucesso destas colaborações, percebido ou não, certamente é revigorante e convidativo.

Mas uma mudança real para a moda plus size virá quando os clientes começarem a tomar decisões de compras mais conscientes. Aimee Cheshire, co-fundadora da marca Hey Gorgeous, uma loja online que oferece moda a partir do manequim 40, enfatizou: "a diferença na indústria plus size será vista imediatamente quando o consumidor quebrar o ciclo e começar a correr mais riscos comprando peças bonitas e de alta qualidade, que ela realmente tenha orgulho de vestir".

Assim como as marcas continuam a entrar em sintonia com plus size através do feedback e comportamento dos consumidores, nós, como comunidade, devemos reconhecer que cada atitude que tomamos carrega também uma responsabilidade. Quando a marca The Limited fechou uma de suas linhas, a ELOQUII, devido à falta de recursos, os membros da equipe apaixonados por moda e galgados no pensamento de as mulheres querem qualidade e moda atual independente do tamanho, receberam o clamor da comunidade e conseguiu reviver independentemente da outra marca. A verdadeira variedade, seja mais estilos orientados pelas tendências, melhores ajustes, tecidos de alta qualidade, seleção de modelos ou variação nos tamanhos serão provenientes do acúmulo de nossas escolhas. Avaliação dos produtos, feedbacks, comentários, tweets, fotos e postagens no blog, tudo contribui para o sucesso de uma marca. E o mesmo acontece com o comportamento do consumidor quando decide abrir a carteira.

Sarah Conley é blogueira e especialista em marketing de moda

Lady Gaga: To gorda, e daí?

Mais uma vez, Lady Gaga virou alvo das línguas maldosas devido ao seu corpo. Dia desses li um relato que me deixou chocada. Num fórum feminista do qual faço parte uma menina novinha, com seus 14 ou 15 anos, contou que alguma revista para adolescentes escreveu bem assim: “Não tem nada pior para uma mulher do que engordar, e Lady Gaga engordou muito”. Porque é realmente isso o que alguém deve ensinar a uma garota… que a pior coisa que pode acontecer na vida inteira dela é: engordar. Como é que fica uma menina gordinha ao ler isso? E como é que fica uma magrinha ao ler isso? Ambas péssimas! Uma já tá “na merda”, segundo a publicação, e quanto à outra, é melhor que fique na salada mesmo, porque se ganhar um quilinho… bofe nenhum vai querer e muito menos as meninas bonitas. Afinal, ninguém quer ter amiga gorda e “relaxada”.
lady-gaga-instagram
Esse tipo de comentário me faz querer chorar, de verdade – como mulher, como jornalista e como futura mãe de uma menina. Mas comentários odiosos existem e vão continuar existindo, e pessoas babacas também. O que a gente tem de fazer para equilibrar essa situação é mostrar o outro lado. Mostrar, por exemplo, o que a Gaga diz quando a chamam de gorda. “O dia inteiro, todos os dias (me chamam de gorda). E daí se às vezes eu tenho barriga e às vezes não? Tem gente morrendo de fome no mundo inteiro #whocares”, respondeu a cantora a um seguidor no Twitter e depois ainda publicou uma foto de maiô no Instagram acompanhada da legenda: “#bodyrevolution Orgulhosa em qualquer tamanho, porque o interior é o que realmente conta. Além do mais, tudo está em como você posa! Poder perguntar as top models!”



É triste que para algumas pessoas não basta uma mulher ser talentosa, bem sucedida, bonita, filantropa e inteligente… se ela for gorda. Mas, ei, peso não define ninguém – tem muita gordinha mais ativa e esportista do que muitas magrinhas, por exemplo – assim como cor, gênero e orientação sexual. O que define alguém é o tanto de ódio e preconceito que essa pessoa tem pelo o outro, sacou?

Modelos prováveis



Elas são modelos. Mas não como você acha que conhece: o projeto “What’s Underneath“, criado pela ex-editora de moda Elisa Goodkind e sua filha, Lily Mandelbaum, convidou algumas modelos para retirar a roupa em frente às camêras. Com a proposta de deixar suas características de lado e se sentir bem com o seu próprio corpo, as modelos contam como esses problemas afetavam suas vidas e como elas se sentem bem hoje em dia. “O objetivo principal é fazer as pessoas perceberem que o verdadeiro estilo não tem nada a ver com dinheiro, tendências, imagens photoshopadas ou um ideal de beleza”, disse Elisa.


Uma das entrevistadas é Tallulah Willis (imagem acima), filha de Demi Moore e Bruce Willis. Ao longo de sua conversa sobre dismorfia corporal – transtorno que leva a pessoa a se preocupar obsessivamente com uma parte do corpo, Talullah conta que desde sempre se sentia péssima. “Os tablóides sempre diziam que eu era feia, e meu rosto passou a me incomodar muito”, diz. Depois começaram os problemas com a alimentação. “Eu fiquei super magra, perdi minhas curvas e isso fazia me sentir super inteligente. Hoje em dia eu posso falar com as pessoas sem ter que estar bêbada ou usando pouca roupa para ter a atenção delas. Pela primeira vez eu me sinto bem com meu interior.”
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Melanie Gaydos, que sofre de displasia ectodérmica, doença que acomete a pele e pelos foi considerada por um jornal russo com umas das 25 celebridades mais feias do mundo, diz que sempre foi julgada por sua aparência, mas que encontrou consolo na modelagem. “Nunca me senti bonita, mas também não a pessoa mais feia. Para mim, beleza tem a ver com um sentimento ou estado de espírito”, contou.
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Jacky O’Shaughnessy, que provou o gosto e desgosto da fama aos 62 anos após posar para American Apparel diz que existe um preconceito e uma imagem medíocre sobre o padrão corporal, principalmente das mulheres de sua idade. “Não vou usar maiô por causa da minha idade. Vou usar biquíni independente se minha barriga está enrugada”, conta.
Fotos: DailyMail

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

"Sou sexy e gosto do meu corpo como ele é", afirma modelo plus size


Numa era em que o biotipo escultural é supervalorizado, é possível encontrar pessoas que estão de bem com a balança, como a modelo plus size Raquel Santos. Marie Claire conversou ainda com especialistas que explicam as mudanças de padrões de beleza durante os anos e suas consequências



O corpo é um assunto que está sempre em pauta, seja na mídia ou na sociedade. Prova disso foi uma foto publicada na semana passada por Marie Claire da modelo Robyn Lawley, de 24 anos, sem retoques de Photoshop. O espanto do público, porém, não foi por ela mostrar sua beleza natural, mas sim por ser considerada plus size.
A australiana tem 81 quilos distribuídos em 1,82 metro de altura e usa manequim 44. Seu IMC (Índice de Massa Corporal) é 24,45, o que determina que ela tem um peso normal para sua estatura.  Mas, para os atuais padrões da indústria da moda, as medidas a classificam como plus size e Robyn se apresenta desta forma na sua página oficial. Entretanto, a repercussão do caso levantou novamente a questão: estamos nos preocupando de forma excessiva com a forma física? Até que ponto a indústria da moda dita os padrões de beleza fora das passarelas?
Raquel Santos, modelo plus size de 33 anos, diz se sentir feliz com suas curvas e não pensa em mudar de nicho. "Sou sexy e gosto do meu corpo como ele é", conta ela, que veste manequim 54. Ao longo dos anos, Raquel diz ter aprendido a se aceitar 'mais cheinha'."Acho que as meninas até uns 25 anos de idade não querem ser gordinhas. Então, eu fiz de tudo para emagrecer. Mas hoje eu me acho bonita assim. Sou uma mistura de curvilínea com gordinha, uma cheinha atraente (risos). Não posso reclarmar."
ENTENDENDO OS PADRÕES DE BELEZA
Paulo Gibo, fotógrafo e fundador da agência de modelos São Paulo Plus Size, explica que as medidas determinam se uma modelo é plus size. "Elas não precisam ser gordinhas, as medidas valem mais. O principal é que tenham manequim a partir do 44 até o 62", afirma. A ideia de agenciar meninas com este perfil é que elas se sintam mais confortáveis com o seu corpo. "Elas têm que perceber que para ser bonita não é necessário mudar o manequim, mas saber valorizar seu físico com as roupas certas." O mercado para modelos com tamanho grande é amplo. Algumas delas chegam a fazer carreira internacional, como a brasileira Fluvia Lacerta, conhecida informalmente como a "Gisele Bündchen plus size", que já foi capa da revista Vogue italiana. No Brasil, a Fashion Weekend Plus Size completa dez anos em 2014.
CARREIRA NO MERCADO PLUS SIZE: RAQUEL SANTOS (À ESQUERDA) E FLUVIA LACERDA (À DIREITA) (Foto: Divulgação/Reprodução/Facebook)
Isso é um indicativo que formatos de corpos valorizados no passado estão aos poucos ganhando novamente espaço no presente. Segundo o historiador Luiz Aloysio Rangel, da PUC-SP, de fato, padrões de beleza foram sendo social e culturalmente ressignificados no decorrer da história. "A percepção que as pessoas têm sobre o próprio corpo é algo que muda de acordo com cada contexto histórico. E não podemos nos esquecer que até bem pouco tempo atrás, pessoas muito magras é que eram consideradas menos saudáveis do que os mais 'cheinhos'", diz. Na pré-história, mulheres com formas mais amplas eram vistas como ideais para a fertilidade. O mesmo acontece nos séculos 14 a 16, época do Renascimento, quando as curvas mais generosas eram relacionadas à saúde e vigor, como lembra o historiador Fernando Leão
Essa premissa se manteve por um bom tempo e grandes ícones de beleza, como Marilyn MonroeBrigitte Bardot eSophia Loren, fizeram muito sucesso com suas curvas voluptuosas. Foi somente na década de 60 que a modelo inglesa Twiggyapareceu magérrima e instaurou seu biotipo seco como padrão de beleza. Nesta época, há também o advento das balanças domésticas, iniciando uma obsessão coletiva pela perda de peso. Depois, no meio dos anos 90, Kate Moss ajudou a consolidar o padrão, que ganhou até um termo pejorativo, o "heroin chic", pela aparência tão magra das tops que apareciam em ensaios como usuárias de drogas. Hoje, esse padrão de beleza ainda perdura no mercado da moda, mas com apelo saudável.
SOPHIA LOREN X KATE MOSS: PADRÕES DE BELEZA DE ACORDO COM CADA ÉPOCA  (Foto: Getty Images)
O IMPACTO NA SOCIEDADE
Tantas modificações de padrões estéticos culminaram com o que se convencionou chamar de "ditadura da balança", como lembra o historiador Luiz Aloysio Rangel. "Hoje, toda mulher sabe quanto pesa e que medidas de roupa utiliza. É o triunfo da ditadura da balança. Em nenhum outro momento da história, até a segunda metade do século 20, as pessoas tinham o peso e as medidas como característica identitária."
Esta busca por ideais de beleza e diferentes padrões impostos mexe com o consciente e afeta a autoestima das pessoas, com reflexos visíveis nos consultórios médicos. "Jovens e adultos demonstram insatisfação, pois não se sentem em conformidade com os padrões tanto femininos quanto masculinos circulados pela mídia. Como consequência, se sentem inseguros com sua autoimagem", afirma a médica-psicoterapeuta Gisela Pitanguy.
Ela ressalta ainda que é fundamental ter senso crítico para desconstruir modelos irreais e para aceitar o próprio corpo. "Hoje, entender que ser magro não é necessariamente ser saudável e feliz é um verdadeiro desafio. É preciso desenvolver outros valores: espiritualidade, afetividade e empatia porque o bem-estar é uma conquista mais interna do que externa", afirma.
fonte: Marie Claire

Bazar reúne marcas do segmento Plus Size em São Paulo

Evento é dedicado às mulheres que vestem acima da numeração 46, mas que têm estilo jovem e sentem falta de roupas com modelagens e estampas mais modernas


Com curadoria e produção assinadas pela jornalista e DJ paulista Flávia Durante, Bazar POP Plus Size chega a sétima edição em São Paulo

SÃO PAULO -  O Bazar POP Plus Size realiza sua sétima edição no próximo dia 13 de setembro, no Apartamento BYOB, espaço multifuncional e experimental, em Pinheiros. O evento é dedicado às mulheres que vestem acima da numeração 46, mas que têm estilo jovem e sentem falta de roupas com modelagens e estampas modernas.
Com curadoria e produção assinadas pela jornalista e DJ paulista Flávia Durante, o evento surgiu da sua dificuldade em encontrar peças no tamanho "GG" de acordo com sua personalidade e estilo. A paixão de Flávia por música, moda e a vida noturna de São Paulo despertou a vontade de reunir diversas marcas Plus Size que já conhecia e garimpar outras para formar o bazar. Nesta edição, o bazar conta 17 marcas participantes, entre moda casual e fitness, lingerie, acessórios, beleza e gastronomia. 
No Brasil algumas marcas investiram no plus size, sem dar muita importância em manter suas coleções inspiradas e alinhadas com as últimas tendências da moda. "Não há como negar que o mercado de moda plus size evoluiu muito nos últimos anos, mas quem não tem um perfil mais clássico ou romântico ainda tem dificuldade de encontrar roupas no seu estilo", conta Flavia Durante.
"Nós já tivemos mais de 1.500 visitantes ao longo das edições, isso mostra como o bazar vem suprindo as necessidades do publico "Fat Money" que é carente de novidades", completa Flávia. Em todo o país esse mercado já movimenta anualmente R$ 4,5 bilhões, cerca de 5% do faturamento total do setor de vestuário em geral, que hoje ultrapassa os R$ 90 bilhões, segundo a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest).
Todas as expositoras convidadas aceitaram prontamente a ideia e se uniram para a realização de mais uma edição do bazar. "Há mais de 15 anos desenvolvemos produtos de moda intima para as mulheres plus size, nossos modelos com numeração 56 seguem o mesmo corte e inspiração dos modelos de tamanho 40, com as mesmas rendas, transparências e cores. Essa será nossa primeira vez no Bazar Pop Plus Size, queremos que todas as mulheres possam se sentir sexy e atraentes, seja qual for o seu manequim", conta Gabriela Zaborowsky, da marca Morisco Lingerie.
Dentre as marcas confirmadas para o evento estão: Alphina (moda básica), Chica Bolacha (Moda jovem), Déborah Lopes Consultoria de Beleza (maquiagem e cosméticos), Deia Fitness (moda fitness), Ela Desfila Plus Size (moda feminina), Es.love.nia (leggings descoladas), Flaminga Plus Size (multimarcas), Lollaboo (moda jovem), Melinde (Moda feminina), Morisco (lingerie), Oh Querida (moda jovem), Quarto d' Avó (corsets), Santa Bela (moda feminina), Torteria Carolita (gastronomia), Upsy (Moda retrô), entre outras.
Serviço:
7º Bazar POP Plus Size @ Apartamento BYOB, à Rua Oscar Freire, 2298, em Pinheiros, São Paulo. (próximo Metrô Sumaré). Data: 13 de setembro (sábado), das 11h às 19h . Entrada: R$ 5,00 (somente em dinheiro). 
Fonte: DCI

Modelos plus size puxam a fila de desfiles do NYFW e apontam para uma moda mais democrática

As grifes Chromat e Zana Bayne montaram um casting livre dos “padrões”, recheado de modelos das mais variadas medidas - e belezas. “Está na hora de a gente representar todas as mulheres na passarela”, declarou a top plus size Denise Bidot


Denise Bidot acaba de fazer história - e das boas. Na última quinta-feira (4), ela se tornou a primeira modelo plus size latina a subir em uma passarela do NYFW. A top, que não carrega as medidas reduzidíssimas e questionáveis exigidas pela insdústria da moda foi convidada para integrar o casting da grife de lingeries Chromat.

Vestindo top e calcinha estruturados, ela não só subiu à passarela da grife comandada pela designer Becca McCharen como puxou a fila final. “Eram apenas um monte de mulheres bonitas. Não deve haver um único tamanho quando se trata de modelos de passarela”, disse em entrevista à Cosmopolitan. “Eu acho que está na hora de a gente representar todas as mulheres na passarela, porque isso faz parte da moda. Eu entendo que não existe um jeito errado de ser mulher.
"ERAM APENAS UM MONTE DE MULHERES BONITAS" (Foto: Getty Images)
E a grife não ficou só com Denise. Uma outra modelo plus size também foi convidada a participar do mesmo desfile. Horas depois, uma nova surpresa: a modelo Gia Geneiveve, famosa por suas curvas acentuadas, subiu à passarela da marca Zana Bayne vestindo hotpants e um corpete ultrasexy. Por uma moda mais democrática!
Parece que eu trabalhei oito anos para isso. É o primeiro ano em que isso tem sido aceito e que estão incorporando mulheres com mais curvas aos desfiles - estou começando a sentir ventos de mudança”, concluiu Denise.
GIA GENEIVEVE NA PASSARELA DA ZANA BAYNE (Foto: Getty Images)

Fale com sua filha antes que a indústria de beleza o faça: vídeo de Tim Piper discute a pressão social sobre a aparência em crianças


Assista antes de ler...



O vídeo foi escrito por Tim Piper, com direção de arte de Stuart Campbell, Mike Kirkland e Sharon Lee Pan. O interessante é a chamada de atenção para como a indústria nos atinge desde crianças. Amplamente discutimos como as mulheres podem aceitar seus corpos, se desprender de pré determinismos estéticos, ignorar as intensas afrontas que sofremos todos os dias para “perder dois kilos”, “usar mais maquiagem”, “consertar o nariz, peito, bunda”. No entanto, estamos sempre em busca da cura dos males que já sofremos, procuramos a recuperação e o remédio para as pílulas de opressão que nos foram religiosamente ministradas desde do momento que aprendemos que menina deveria brincar de boneca e palavrão não é coisa de mocinha.
-Eu estou de dieta!
Tem gente chamando essa tomada da internet pela conscientização de Quarta Onda Feminista, seja ou não, é sim uma nova fase. Finalmente, podemos começar a além de remediar os sintomas, ir diretamente nas causas e impedir sua  proliferação e continuidade. Os pais exercem grande papel na formação de seus filhos, muitas meninas copiam as mães começando a provar seus sapatos de salto e se lambuzando com a maquiagem, não demora para entenderem que chocolate e pizza engordam, melhor é tomar um shake emagrecedor.Com essas pequenas realizações, crescem as meninas brincando com sua Barbie magra e loira.
-Ela é gorda!
 As roupas para criança, nada mais são que uma versão em tamanho menor das roupas adultas. As paletas de maquiagem são em formato de coração e flor para chamar a atenção. Essa sexualização infantil, que está muito longe de ser relacionada aos processos biológicos naturais de descobrimento do corpo, está relacionada tanto a facilidade de acesso quanto ao conteúdo propagado. Essa exposição desde muito cedo, tem mudado o comportamento das crianças, que não se veem mais como… bem, como crianças. Lhes é tirada a infância, por perceberem que elas não são como supostamente deveriam.  O que nós temos a ver com isso? Muito simples, exatamente como fala o vídeo: fale com a sua filha, prima, irmã mais nova, vizinha, ANTES que a mídia fale com ela. Como diria minha avó: melhor prevenir do que remediar.
Outros projetos
Sally-Gifford-Piper
Sally e Tim Piper ficaram famosos pelo vídeo de pouco mais de um minuto que mostra as transformações possíveis através de um software de manipulação de imagem. A produção viralizou na internet, e o próximo passo é invadir as salas de cinema. Com o projeto registrado no site Kickstarter, o casal quer produzir um documentário sobre como a percepção de beleza na cultura pop e como isso afeta a sociedade em geral.  ”Minha esposa Sally e eu, entrevistamos e filmamos muitas meninas da Inglaterra, Austrália, Ásia e nas Américas, enquanto trabalhávamos no Fundo de Auto-Estima Dove e temos uma visão muito clara do que é necessário para fazer um verdadeiro grande filme sobre o assunto”, escreve Tim Piper no site de crouwdfounding.
O plano é entrevistar diversas mulheres de todas as idades e localizações demográficas sobre o assunto pressão da beleza – de onde vem, como ela os faz sentir, o que faz a diferença, entre outros.  Também serão entrevistados especialistas em transtornos alimentares, moda, psicologia, cinema e educação para ver onde o interesse no assunto está mais localizado.

Editorial plus size: Yuri Matsumi


Qual a mulher que nunca sonhou em entrar naqueles castelos enormes em que se passam contos de fadas? Estar dentro de um ambiente destes, com toda a sua decoração e arquitetura clássicas, é como ser transportada para um outro mundo, onde fantasias se tornam realidade e nos sentimos verdadeiras princesas.
Foi por isso que a nossa TOP, a Modelo Plus Size Yuri Matsumi, decidiu realizar um editorial fotográfico no Palácio dos Cedros, em São Paulo. Ela quis retratar a concretização de um dos seus maiores sonhos, o de ser Miss, em um ambiente belo e majestoso.
“Ser Miss após os 30 foi como voltar a ser menina, realizar um conto de fadas, por isso escolhi uma locação que remetesse a um castelo. O Palácio dos Cedros tem essa atmosfera de sonho e de realeza”, explicou a modelo, que ganhou o Miss Universo Plus Size 2014 por voto público.
E adivinha quais foram os looks escolhidos para o editorial? Para casar com os belos vitrais e colunas do palácio, nada melhor que os belíssimos vestidos de gala do estilista Arthur Caliman. Todas as peças estavam de tirar o fôlego, desde o mais sóbrio até o mais alegre, que era de um azul vibrante e com bastante decote.
Como a própria Yuri disse: “Os vestidos do Arthur Caliman coroaram esse ensaio com glamour, elegância e exuberância. Foi o casamento perfeito”.
É difícil de acreditar, mas Yuri é nova no universo da moda plus size; Embora já tivesse experiência como modelo, a TOP jamais imaginou que, com os quilos que a tinham colocado fora dos padrões da moda tradicional, ela poderia voltar a exercer a profissão.“Enviei meu material para algumas agências e marcas, e após duas semanas já estava fazendo parte do FWPS. Um mês depois, eu já estava embarcando para um desfile para a marca Aline Zattar e participando de concursos de beleza plus size”, disse a TOP.

Yuri Matsumi Modelo Plus SizeYuri Matsumi faz editorial fotográfico com Adriana LíbiniYuri Matsumi faz editorial fotográfico no palácio dos cedrosYuri Matsumi veste Arthur CalimanYuri Matsumi usa vestidos do estilista Arthur CalimanAdriana Líbini Fotografia ©Yuri Matsumi por Adriana LíbiniFotógrafa de moda plus size clica Yuri MatsumiYuri Matsumi arrasa em editorial fotográfico plus sizeYuri Matsumi faz poses lindíssimas em editorial fotográficoYuri Matsumi mostra todo seu talento em editorial fotográficoYuri Matsumi arrasa com vestidos do estilista Arthur CalimanModelo Plus Size Yuri Matsumi no palácio dos cedrosAdriana Líbini clica Yuri Matsumi no palácio dos cedros, em São PauloYuri Matsumi faz editorial plus size de tirar o fôlegoYuri Matsumi faz editorial lindíssimo com a fotógrafa Adriana LíbiniMiss Universo Plus Size 2014 por voto público faz fotos no Palácio dos CedrosYuri Matsumi é Miss Universo Plus Size 2014 por voto público
E aí, meninas, gostaram? Não percam tempo, corram atrás do que querem e arrisquem-se sem medo. Nada vai impedi-las de realizarem seus sonhos se vocês realmente se entregarem de corpo e alma para que isto aconteça.
Realize-se, seja TOP!
Conheça mais sobre o estilista e sua loja aqui
Créditos: Fotografia – Adriana Líbini | Make & Hair – Yuri Matsumi | Retouch – Vânia Castro | Texto – Letícia Gomes | Modelo veste – Arthur Caliman | Local – Palácio dos Cedros

fonte: Adriana Lìbini